Um UE pode registar-se e estabelecer uma PDU Session, com encaminhamento correto de pacotes, sem que a SMF receba as atualizações de uso esperadas. Verifique a Usage Reporting Rule (URR): a SMF configura-a em N4 por PFCP, e a UPF mede o tráfego e envia relatórios nas condições definidas. Os relatórios apoiam tarifação, monitorização e decisões de política; a tarifação completa exige outras funções e procedimentos.
O lugar da URR entre as regras PFCP
Uma Packet Detection Rule (PDR) identifica o tráfego e referencia as regras aplicáveis. Uma Forwarding Action Rule (FAR) especifica encaminhamento, descarte ou armazenamento temporário; uma QoS Enforcement Rule (QER) controla QoS e autorização de passagem; uma Buffering Action Rule (BAR) fornece as instruções de armazenamento associadas. A URR define medição e relatórios de uso, com comportamento relativo a quotas quando configurado.
Uma PDR pode referenciar várias URR, e várias PDR podem partilhar uma URR. Confirme a PDR correspondente, as referências URR ID e o âmbito de agregação pretendido. Uma URR pode existir sem associação a uma PDR, mas a sua presença, por si só, não demonstra que o tráfego de teste está a ser medido.

Measurement Method e âmbito contabilístico
Measurement Method seleciona volume, duração, eventos ou combinações suportadas. Volume Measurement comunica octetos totais, ascendentes e descendentes; um octeto é um byte. MNOP em Measurement Information solicita também contagens de pacotes quando a UPF suporta essa função. Não confunda contadores de bytes, contadores de pacotes e tamanhos de carga útil das aplicações.
A medição de duração depende da configuração temporal. Immediate Start Time Metering pode iniciar a medição quando instruído; caso contrário, começa no primeiro pacote. Um Inactivity Detection Time diferente de zero suspende a medição após o intervalo de inatividade configurado e retoma-a quando o tráfego regressa. A medição de eventos exige a configuração de deteção correspondente.
Na medição de volume, os relatórios abrangem normalmente o uso após aplicação da QoS. Se também for solicitada medição anterior, Usage Reports separados distinguem os dois âmbitos por Usage Information. Os limiares aplicam-se após a QoS. Compare a mesma direção, janela contabilística e âmbito de processamento antes de declarar uma divergência de contadores.
Acionadores de relatório, limiares e quotas
Reporting Triggers deve ser interpretado com os respetivos parâmetros: PERIO utiliza Measurement Period; VOLTH, TIMTH e EVETH dizem respeito a limiares de volume, tempo e eventos; VOLQU, TIMQU e EVEQU dizem respeito a quotas. START e STOPT comunicam o início e a paragem do tráfego nas condições de deteção aplicáveis. Quota Holding Time diz respeito à inatividade após uma atribuição; não é o temporizador de relatórios periódicos.
| Parâmetro | Significado e limite |
|---|---|
| Volume Threshold | Um limite para gerar um relatório, não uma franquia de tráfego nem um corte automático de pacotes. |
| Volume Quota | Uma franquia de uso atribuída. O seu esgotamento pode exigir parar ou limitar o encaminhamento segundo o comportamento de quota especificado. |
| Measurement Period | O intervalo utilizado para os relatórios periódicos de uso solicitados. |
| Monitoring Time | Um limite que separa o uso anterior e posterior a um instante definido, com os limiares ou quotas subsequentes aplicáveis. |
O comportamento de quota vai além de uma notificação. Segundo TS 29.244, esgotar uma quota configurada pode parar o encaminhamento ou permitir apenas tráfego limitado conforme a política do operador. Quando suportado e configurado, FAR ID for Quota Action seleciona uma FAR substituta para descartar, armazenar ou redirecionar tráfego. As responsabilidades QER e FAR/BAR continuam distintas; uma URR apenas com limiar não é um limitador de largura de banda.
Quando se configuram limiar e quota, ativar apenas o acionador de limiar não implica um segundo relatório ao esgotar a quota. Com ambos os acionadores ativos, a especificação Release 18 consultada prevê relatórios em ambos os limites; versões anteriores podem diferir. Verifique a versão implementada, capacidades, isenções e o conjunto completo de regras.

Como um Usage Report chega à SMF
A UPF pode enviar um PFCP Session Report Request com Report Type a indicar um Usage Report. Examine URR ID, UR-SEQN e Usage Report Trigger, depois Volume Measurement ou Duration Measurement, conforme aplicável. Start Time, End Time e marcas temporais dos pacotes ajudam a delimitar o intervalo. Um relatório apenas de START não precisa de conter uma medição de uso diferente de zero.
A SMF devolve um PFCP Session Report Response; examine o seu Cause. A entrega bem-sucedida não comprova tarifação bem-sucedida nem renovação de quota. A SMF pode enviar separadamente um PFCP Session Modification Request para atualizar regras. Usage Reports também podem surgir em PFCP Session Modification Response e PFCP Session Deletion Response segundo os procedimentos aplicáveis, pelo que pesquisar apenas pedidos espontâneos pode omitir registos contabilísticos.
Monitoring Time pode produzir relatórios separados para o uso anterior e posterior ao limite com o mesmo URR ID. Conserve Usage Information e a informação de sequência, distinga retransmissões de novos relatórios e reconcilie os intervalos comunicados em vez de tratar cada valor como um contador de toda a sessão.
Exemplo: um limiar de volume de 10240 bytes
Considere medição de volume, VOLTH e um Volume Threshold total de 10240 bytes com TOVOL ativo. A UPF comunica quando o total medido atinge esse limite; o valor não é uma franquia de 10240 bytes. A granularidade dos pacotes pode produzir um relatório acima do limiar. A quota configurada, se existir, deve ser analisada separadamente.

Verificações de rastreio para uso ausente ou inesperado
Identifique a sessão PFCP e a PDR que efetivamente corresponde ao tráfego; verifique referências URR e agregação entre PDR ascendentes e descendentes.
Verifique Measurement Method, ativação da medição, suporte MNOP, configuração temporal e âmbito anterior/posterior à QoS.
Associe cada acionador solicitado ao respetivo limiar, quota ou temporizador; verifique Monitoring Time e os valores subsequentes.
Rastreie pedidos e respostas, Cause, URR ID, UR-SEQN, intervalos comunicados e retransmissões; inclua respostas de modificação e eliminação.
Se os relatórios forem bem-sucedidos, examine o processamento SMF, a integração de tarifação, a quota renovada e as alterações QER/FAR aplicáveis. Verifique separadamente o encaminhamento real.
Perguntas frequentes
Uma URR pode medir as duas direções de tráfego?
Sim. As PDR ascendentes e descendentes pertinentes podem referenciar a mesma URR. Verifique a agregação pretendida, sem presumir que uma URR representa sempre uma direção ou um serviço.
Um Usage Report confirma que um cliente foi faturado?
Não. Confirma um evento de relatório da UPF. A correlação de tarifação, o cálculo de valores e os resultados de faturação exigem evidências dos sistemas de controlo e tarifação correspondentes.
Devem somar-se todos os relatórios URR?
Não sem verificação. Os relatórios podem descrever intervalos, limites de monitorização ou âmbitos anteriores/posteriores à QoS diferentes, e as retransmissões podem repetir um relatório. Correlacione identificadores e contexto de medição antes de agregar.